domingo, 19 de junho de 2011
Refletindo....sobre amizade....
Oswaldo Montenegro
Composição : Oswaldo Montenegro
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Edicões Toró convida para o encontro "Alicerces da Voz, Cadências do Verbo: Escritoras de Brasil, América Latina e Áfricas"

Edicões Toró convida para o encontro "Alicerces da Voz, Cadências do Verbo: Escritoras de Brasil, América Latina e Áfricas"
Debates, sambas, recitais e cenas - Na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima: Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros, São Paulo/SP
Em 03, 04, 10 e 11 de junho, sempre às 19hs - Conferir mais detalhes e cartaz do encontro no www.edicoestoro.net
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Quais teias algumas escritoras e poetas negras brasileiras, africanas ou latino-americanas vão preparando nas beiradas dos espelhos oficiais? Que apetites abrem em nossas leituras? Como salgam as páginas brancas?
Como afinam suas urgências, suas ancestralidades? Como mergulham nos temas, afiam seus estilos e bailam a expressão nas contradições da veia, do espelho, do cotidiano e das lutas necessárias e imperfeitas?
Se a literatura é uma casa do pensamento, por quais quintais do pulso, da pele e do coração passa a sua alma?
Aqui o convite pra desfrutar o sabor das mesas de debate. E das sobremesas também, com as cenas e cantorias, a versação e a dança engenhadas por mulheres arteiras e matuteiras que vivem e recriam estas perguntas.
Tudo começando com a homenagem necessária à oralidade, ao corpo que canta e aquece comunidades com melodia e ritmo, representado no encontro pelas mulheres do samba.
Positividade
Allan da Rosa - Edições Toró - www.edicoestoro.net
*Sexta-feira 03/06, às 19hs - Voz, Fonte da Letra - Mulheres & Samba:
Raquel Trindade (Pintora, coreógrafa, escritora)
Maria Helena (Embaixatriz do Samba de SP, Presença Histórica na Rosas de Ouro),
Claudia Adão (Porta-bandeira da Flor de Vila Dalila)
Apresentação: Adriana Moreira canta "Elizeth, Clara e Elza"
*Sábado 04/06, ás 19hs: África e Américas Negras
Ana Paula Tavares (Poeta de Angola) por Cristiane Santana (Professora e Pesquisadora de Literaturas Africanas)
Paulina Chiziane (Romancista de Moçambique) por Ianá Souza (Pesquisadora de Literaturas Africanas)
Marise Condé (Romancista de Guadalupe) por Luana Antunes (Professora e Pesquisadora de Literaturas Africanas)
Apresentação: "Me gritarón negra", com Danielle Almeida e Luciane Ramos cantando e dançando letras de mulheres negras sul-americanas.
*Sexta-feira 10/06, às 19hs: Latino-América
Laura Esquivel (Romancista do México), por Sonia Bischain (Jornalista, romancista e poeta do Coletivo Sarau da Brasa)
Gioconda Belli (Poeta e romancista da Nicarágua), por Carolina Teixeira (Artista plástica e poeta)––
Rigoberta Menchú (contista e líder indígena da Guatemala), por Lucía Tennina (Professora de Literatura na Universidad de Buenos Aires, pesquisadora da literatura periférica de SP)
Apresentação: "Agua de Lluvia", com Amandy González (poeta, atriz e dramaturga paraguaia)
*Sábado 11-06, às 19hs – Negras Brasileiras Contemporâneas:
Conceição Evaristo (Poeta e romancista) , por Evani Tavares (Atriz, Pesquisadora de Teato Negro e Escritora)
Maria Tereza (Poeta e Atriz), por Renata Felinto (Artista Plástica, Educadora e Pesquisadora)
Cidinha da Silva (Contista e Cronista), por Flávia Rios (Socióloga e Professora)
Apresentação: "Quando as palavras sopram os olhos... Respiro!" (baseado em textos da escritora cubana Tereza Cárdenas), com a Capulanas Cia de Arte Negra.
Concepção, curadoria e mediações: Allan da Rosa
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Lançamento da caixa foto-poetíca Asfalto, dia 27 de maio, vamos?

Asfalto é trabalho coletivo. É um convite para se perceber, sentir e ver a cidade de uma forma poética, por meio de duas manifestações artísticas: o poema e a fotografia. Asfalto é o nome da obra fotografia e poesia composta por dois produtos: uma caixa-objeto e uma exposição, com lançamento e abertura marcados para o dia 27 de maio em São Paulo, na biblioteca temática em poesia Alceu Amoroso Lima*.
Exposição
Composta por 26 imagens artísticas, entre poemas e fotografias, a mostra visa a provocar a busca poética dos sentidos, dos afetos subjetivos e pessoais e dos encontros na cidade, no espaço urbano. Há poemas descartados em papel, impressos e colocados em placas e poemas que trazem na impressão a textura de suas palavras. As fotografias, dispostas ora em uma comunhão de sentidos com poemas ora em comunhão com outras imagens, formam dipticos ou tripticos ou se bastam sozinhas.
Caixa
A exposição tem como ponto de partida a caixa de foto-poesia de mesmo nome. Durante a abertura da mostra, que contará com elementos áudio-visuais e com performance cênica dirigida pela atriz Gisele Inácio, será lançada a caixa Asfalto. Idealizada pela Editora e Produtora Cultural Publicações Iara, com design gráfico de Karina Francis Urban e coordenação-geral de Fernanda Grigolin, a obra coletiva que trabalha a poética da palavra escrita, em forma de poema, e a poética da imagem, em forma de fotografia, é composta por dez postais elaborados em duplas.
Relações com o sentimento de urbano, de memória e do reconhecimento do eu no espaço subjetivo das cidades são propostas pelos autores : Daniel Minchoni, Elizandra Souza, Rafael Ávila, Pedro Tostes e Sinhá como poetas e Fernanda Grigolin, Francisco Costa Lima, Leandro Souza, Pedro Nobrega e Sofia GB como fotógrafos. Alguns já atuantes, participantes de saraus, grafiteiros, poetas de rua, fotógrafos premiados e outros acadêmicos, estudantes. Importante frisar que as fotografias e os poemas da caixa estarão ampliados na exposição, contudo, a mostra não é unicamente da caixa, há ensaios dos mesmos autores e obras dos concursos de fotografia e poesia.
Concursos da Iara
Além da caixa e da exposição, o projeto Asfalto contou também com dois concursos online: um de fotografia e um de poesia. O prêmio dos venсedores dos concursos foi a última etapa do projeto: a exposição de suas obras junto às dos autores da caixa de foto e poesia. Obras dos fotógrafos Juliana Bessa e Antônio Nepomuceno e das poetas Juliana Amato e Júlia Alquéres participam da exposição, que não seria possível sem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura – Sistema Municipal de Bibliotecas.
Programação:
19h30 - Abertura da exposição
20h – 21h – Performance litero-poética-teatral, comandada por Gisele Inácio e com participação de Daniel Minchoni, Elizandra Souza e Pedro Tostes.
21h – 22h – Lançamento da caixa de foto-poesia Asfalto.
Som da DJ Evelyn Cristina durante o evento.
*A biblioteca fica na R. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros – São Paulo
Saiba mais: http://publicacoesiara.com.br/
terça-feira, 24 de maio de 2011
Poema para Abdias Nascimento, de Ângelo Flávio!

domingo, 22 de maio de 2011
Cidinha da Silva lança seu novo livro, Kuami em São Paulo, no dia 24 de maio, ás 19h. Livraria Suburbano Convicto! Compareçam!
No caminho de sua busca, acabam ensinando muitas coisas a seus leitores, entre as quais o valor da amizade, a força da perserverança e também o amor que pode vencer muitas barreiras. Mas isso não quer dizer que se trata de uma estória carrancuda ou cheia de “lições de moral”. Não! Pelo contrário,cortada todo o tempo por um humor refinado, que cria situações engraçadas mesmo nos momentos de maior tensão, a história flui e acompanhamos com crescente interesse a procura da mãe do pequeno, mas destemido e amoroso elefantinho.Trata-se, assim, de uma narrativa que será lida com prazer tanto por gente grande como pelos pequeninos, pois se a fantasia e o suspense, sem dúvida, cativarão os jovens leitores e farão com que leiam a história quase sem parar, os adultos encontrarão uma prosa bem elaborada que os deliciará
com os achados de linguagem, com a ironia e a sólida construção de personagens.
Ao tecer os fios do maravilhoso - tingidos de africanidade -, com os traços de uma realidade brasileira geralmente deixada à margem, Cidinha da Silva, neste seu livro, nos leva também à reflexão sobre um Brasil que todos precisamos conhecer. É assim que a música negra brasileira – inclusive o funk de periferia que
faz até elefantes voarem -, a nossa paisagem e os saberes tradicionais de nossa gente, mas, sobretudo, a dura realidade do que ocorre nos rincões do país, comparecem no texto a partir de uma focalização poética, mas nem por isso menos comprometida.
Dessa forma, ganha sentido pleno a última frase de *Kuami*: “vale a pena iluminar a vida.”
Acrescentaríamos que, por tudo isso, “vale a pena ler Cidinha da Silva”.
Tania Macedo – Professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa –USP.
Saiba mais: http://cidinhadasilva.blogspot.com/
quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Parabéns, Capulanas por quatro anos de história, resistência e arte. Amo vocês!!!Vamos comemorar...começa hoje o Ciclo de Palestras Onnim!!!
ONNIM* – CAPULANAS CIA DE ARTE NEGRA CONVIDA:
Em comemoração aos quatro anos de existência da Capulanas Cia de Arte Negra, será realizada uma apresentação no dia 15 de maio, comemoração do aniversário do grupo e uma semana de ciclo de palestras.
Nas culturas de matriz africana os corpos são atravessados por usos, símbolos e significados que entraram em conflitos com as visões européias. Até que ponto somos herdeiros de uma e de outra orientação cultural? Os conhecimentos, vivências e experiências sobre Artes, Identidade, Saúde, Doença e Religiosidade podem ser pistas dos (dês)caminhos do corpo no espaço/tempo e na cultura.”
II Ciclo de Palestras: Saúde Cultural, Física e Psíquica das Mulheres Negras.
Acontecerá entre os dias 16 a 20 de Maio de 2011, das 19h às 22h na Casa Popular de Cultura M'Boi Mirim - Av. Inácio Dias da Silva, s/n º - Piraporinha, Zona Sul.
Dia 16 (segunda-feira), 19h. Espírito Sangoma – Profº Dr. Marcos Ferreira Santos.
Dia 17 (terça-feira), 19h. Congos e Moçambiques: Corpos negros em performances – Profº Dr. Salloma Salomão Jovino.
Dia 18 (quarta-feira), 19h. Falas e ações negras no espaço urbano através da Cultura Hip Hop – Profº Dr. Amailton Magno Grilo Azevedo. Corporalidades negras na festa do Boi- Profª Dra.Viviane Lima.
Dia 19 (quinta-feira), 19h. Psicologia Social do racismo anti-negro – Profª Dra. Cida Bento.
Dia 20 (sexta-feira), 19h. Saúde da População Negra - Dra. Regina (Políticas Públicas de Saúde da População Negra de Embu das Artes-SP).
Dias 16 a 20 de Maio de 2011, das 19h às 22h na Casa Popular de Cultura M'Boi Mirim - Av. Inácio Dias da Silva, s/n º - Piraporinha, Zona Sul. Contato: capulanasciadeartenegra@gmail.com - (11) 94165578 . Inscrições: No local. Terá certificado para participantes com 75% de presença no ciclo.
* “Quem não sabe pode saber aprendendo. Este é o Símbolo Adinkra do conhecimento, da aprendizagem permanente e da busca continua do saber”
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| Guma |
sexta-feira, 6 de maio de 2011
UMOJA PROMOVE ENCONTRO COM TAMBORES
A Casa de Cultura do M’Boi Mirim, primeiro pólo cultural da região, localizada na Zona Sul de São Paulo, sediará na noite do 13 de maio, a partir das 19h, o evento Noite dos Tambores, realizado pelo grupo Umoja em parceria com o Sesc Santo Amaro. Esta atividade consiste em reunir grupos que promovem a musicalidade percussiva e suas diversidades presentes nas culturas brasileiras.
Esta mostra de música popular promoverá um intercâmbio e uma interação entre os grupos convidados e o público. Por meio de uma programação bem diferenciada, que iniciará com a palestra A presença do tambor nas culturas brasileiras, ministrada pelo Profº Drº Salloma Salomão e também por uma exposição de fotos idealizada pelo Instituto Tambor em parceria como fotógrafo Guma.
As apresentações estão divididas por tipo de tambores, a abertura da parte percussiva será realizada com os tambores do candomblé pela Oya Aguerê, depois tambores árabes - Trio do Oriente, tambores do maracatu - Ilê Alafia e Umoja, tambores japoneses – Taikô Kôdaiko, tambores do maculelê – Espírito de Zumbi, tambores africanos – Ballet Afro Koteban, tambores do Maranhão – Tambor de Crioula Juçaral dos Pretos e a finalização com o Jongo do Tamandaré, tambores do jongo.
Programação:
19h - Palestra: A presença do Tambor nas culturas brasileiras, com o Prof. Drº Salloma Salomão.
20h - Exposição fotográfica: Noite dos Tambores parceira do fotográfo Guma e Instituto Tambor.
20h30 - Tambores do Candomblé - Oya Aguerê.
21h30 - Tambores Árabes – Trio Tambores do Oriente.
22h30 - Tambores do maracatu – Ilê Alafia e Umoja.
23h20 - Tambores Japoneses – Taikô Kôdaiko
23h50 Tambores do Maculelê – Espírito de Zumbi
00h20 - Tambores Africanos – Ballet Afro Koteban
01h - Tambores Maranhão – Tambor de Crioula Juçaral dos Pretos
02h30 - Tambores do Jongo – Jongo do Tamandaré
Dia 13 de maio de 2011, a partir das 19h. Casa de Cultura do M’Boi Mirim – Av. Inácio Dias da Silva, S/N. Piraporinha, Zona Sul. Entrada franca.
Informações: (11) 8626-4283/8079-5169. eulleralves@gmail.com. http://umojabrasil.wordpress.com.
Mjiba Comunicação – Assessoria de Imprensa
Elizandra Souza – (11) 6751-2293
E-mail: mjiba.comunicacao@gmail.com
sábado, 30 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Carta aberta ao Movimento Negro em geral e ao Movimento de Mulheres Negra, em particular.
Inicialmente, estávamos organizando com a coordenação do Curso de História uma atividade acadêmica (o simpósio de história); Entretanto, da noite pro dia fomos retirados da organização com a explicação de que o evento não deveria ter envolvimento do movimento estudantil, por parte um dos palestrantes, e que não iríamos assinar os certificados por quem estava organizando era a instituição.
Quando chegamos, no dia anterior ao fato, encontramos esse grupo de estudantes com a camisa da organização do evento (que até então era da universidade), fizemos algumas intervenções falando sobre a institucionalização da atividade do movimento estudantil e sobre a apropriação intelectual da atividade. (Tudo isso causou incômodo à organização do evento – Coordenação e estudantes envolvidos no processo)
Quando cheguei à atividade, no dia seguinte, fui impedida de assinar a lista de presença, que me legitimaria ganhar o certificado de carga horária do evento. Todas as pessoas assinaram, quando chegou a minha vez a organização da atividade recolheu a lista, e eu perguntei num tom alto no meio da palestra: ‘por que vou assinar a lista lá fora, já que todos assinaram aqui dentro?’ Na mesma hora todo mundo parou e me olhou... Esperei o evento acabar e chamei a coordenadora do curso pra pedir explicação, a mesma não deu atenção, acabei não comunicando sobre o ocorrido. Quando sai do evento me dirigi até o LUCAS PIMENTA (o agressor) e perguntei: ‘posso assinar alista?’ Ele disse: “você é muito mau educada!”, eu o interrompi e falei, ‘não quero te ouvir, só quero saber se posso assinar, caso contrario vou conversar com a coordenação’. E ele disse: “Você ta tirando muita onda, não é de agora que eu to te aturando!” E me deu UM TAPA NA CARA! Quando eu falei que Eu sou oriunda do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras, e que não ia deixar barato que ia acionar a Lei Maria da Penha pra ele, ele se curvou e foi segurado pelos colegas enquanto tentava me dar murros.
Ao dizer “você ta tirando muita onda” e em seguida me agredir o Sr Lucas Pimenta revelou um sentimento de insatisfação, não apenas dele, isoladamente, mas de muit@s outr@s diante do fato de eu ser Coordenadora Acadêmica no CA de História da Jorge Amado. O fato de estarmos adentrando o espaço acadêmico, por si só, já fez membros da elite branca sentirem-se ameaçados. Mas, esse tapa na cara ocorre em retaliação a um fato mais insuportável ainda, para Lucas e demais membros da elite racista desse país: sou Negra “favelada”, jovem e o represento, em um espaço que o projeto genocida de Estado brasileiro historicamente reservou para os branc@s
Por essas razões, conclamo meus irmãos e em especial às minhas irmãs para amanhã, na extensão desta atividade, manifestarmos politicamente a nossa indignação e repulsa, diante desse caso inequívoco de machismo e racismo.
Nairobi Aguiar
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Seminario e Mostra Cultual Estética da Periferia Dias 02 a 04 de Maio.

PROGRAMAÇÃO DAS MESAS DE DIÁLOGO
DATA: 02 a 04 de maio de 2011
LOCAL: Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera
DIA 02 DE MAIO DE 2011 [segunda-feira]
[14h00 - 15h30] Mesa de Abertura
•Ana Tomé: diretora do Centro Cultural da Espanha
•Vera Masagão: coordenadora geral da Ação Educativa
•Danilo Santos de Miranda: Diretor regional do SESC
•Carlos Augusto Calil: Secretário Municipal de Cultura
•Marta Porto: Secretária de Cidadania e Diversidade Cultural – MINC
[15h30 - 17h00] Mesa introdutória: Estética da Periferia – arte e cultura nas bordas da metrópole
•Gringo Cardia: Cenógrafo, curador da exposição Estética da Periferia
•José Guilherme Magnani: coordenador do Núcleo de Antropologia Urbana da USP
•Adélia Prado: consultora e idealizadora do projeto do Pavilhão das Culturas Brasileiras
•Coordenação: Eleilson Leite – Programa de Cultura da Ação Educativa
[17h00-17h20] Apresentação do Programa
•Ana Tomé
•Eleilson Leite
Participação artística:
•Wesley Nóog
[18h00-20h00] Coquetel
Culinária de boteco com petiscos do Bar do Zé Batidão.
Sugestão de programação noturna
SAMBA DA VELA
Casa de Cultura de Santo Amaro – Praça Francisco pereira Lopes, 434 (altura do n.820 da Av. João Dias) – Santo Amaro. Zona Sul. Entrada R$5,00 (1) 55228897. http://www.sambadavela.blogspot.com/
Foi criada em 2000 com o intuito de celebrar o autênintico samba de terreiro, enaltecer compositores da velha guarda e revelar novos autores, os quais atuam e desenvolvem trabalhos em outras comunidades e em prol do samba paulista. Com 10 anos de atividades, as apresentações seguem um ritual próprio, com uma vela no centro da roda que indica o começo do samba e só termina quando sua luz se apaga. Também é servido um caldinho após a finalização do encontro.
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DIA 03 DE MAIO DE 2011 [terça-feira]
[9h30 - 13h00] Mesa 1: Imagem, Mídia e Tecnologia
Linguagens em foco: vídeo, cinema, vídeo-arte, cultura digital, artes visuais, graffiti.
Expositores
•Gringo Cardia: cenógrafo, artista plástico, curador da exposição Estética da Periferia.
•Isabel Gouvêa: diretora da ONG Cipó – Comunicação Interativa, sediada em Salvador e fundada em 1999, referência no trabalho formativo com jovens.
•Rose Satiko: professora do Departamento de Antropologia da USP, e antropóloga realizadora dos filmes etnograficos “Cinema de Quebrada” e “Lá do Leste”.
•Mônica Nador: artista plástica e fundadora do JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube.
•Mauro Sérgio Neri da Silva: artista e ativista do Coletivo Imargem.
•Esther Hamburger: professora Livre Docente da Universidade de São Paulo.
•Coordenação: Luiz Barata – Coordenador do Centro de Mídia Juvenil da ONG Ação Educativa
Comentaristas:
•Ricardo Resende: Diretor do Centro Cultural São Paulo.
•André Costa: professor de cinema da FAAP, diretor da produtora ‘Olhar periférico’.
•Eliezer Muniz do Santos – Néka: ativista cultural, escritor e um dos fundadores do Canal Motoboy.
•Hamilton Faria: Coordenador da área de cultura do Instituto Pólis
•Cássio Quitério: assistente de Cultura Digital e Cinema da Gerência de Ação Cultural do SESCSP
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[14h30 - 18h00] Mesa 2: Consumo e Formação de Público
Linguagens em foco: música e literatura
Expositores:
•Érica Peçanha do Nascimento: antropóloga, pesquisadora da produção cultural da periferia e autora do livro ‘Vozes marginais na literatura’.
•Adriana Barbosa: produtora, fundadora da Feira Preta
•Alessandro Buzo: escritor, agitador cultural.
•Jailson de Souza e Silva: professor da UFF e coordenador do Observatório das Favelas
•Ferréz: escritor, criador da 1Dasul e Selo Povo
•Coordenação: Miguel de Castro Pérez – assessor do Centro Cultural da Espanha
Comentaristas:
•Helena Abramo: especialista no tema da Juventude, assessora da Secretaria Municipal de Cultura
•Pingo de Fortaleza: diretor da ONG SOLAR e do Ponto de Cultura Fortaleza do Maracatu, organizador do Carnaval de Fortaleza
•Lorenzo Mammi: Livre-docente da Universidade de São Paulo, professor no departamento de Filosofia.
•Selito: Sambista do Nosso Samba de Osasco
•Kelly Adriano de Oliveira: assistente de Música da Gerência de Ação Cultural do SESC SP
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Sugestão de programação noturna
ABERTURA DA MOSTRA ESTÉTICA DA PERIFERIA –
Gog com participação especial de Ed Rock e Criolo Doido
SESC BELENZINHO. 21h30. Rua Padre Adelino, n.1000, bairro Belém, São Paulo-SP. R$ 24,00 (inteira); R$ 12,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
GOG foi um dos pioneiros do movimento rap em Brasília. Seu mais recente trabalho é o DVD “Cartão Postal Bomba!”, lançado em fevereiro de 2009. Seu primeiro disco de carreira foi gravado no ano de 1992. Segunto o artista, a aproximação com a literatura marginal e os movimentos culturais são essenciais para a sobrevivência do texto e do teor evolutivo do Hip Hop.
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DIA 04 DE MAIO DE 2011 [quarta-feira]
[9h30 - 13h00] Mesa 3: Financiamento, produção e distribuição
Linguagens em foco: geral
Expositores:
•Antonio Maurício da Costa: autor de tese ‘Festa na Cidade: o circuito bregueiro de Belém do Pará’, defendida em 2004 na USP
•Pablo Capilé: músico e ativista ligado ao Coletivo Fora do Eixo
•MC Gaspar: rapper do grupo Z’Africa Brasil e ativista cultural
•Maria Elisa Cevasco: professora titular da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP
•Jeferson De: cineasta, diretor do filme ‘Broder’
•Coordenação: Gil Marçal – coordenador do Programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
Comentaristas:
•Maria do Rosário Ramalho: coordenadora de fomento da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo
•Tião Soares: coordenador de programação da Fundação Tide Setúbal
•Luana Vilutis: socióloga, pesquisadora na área de economia solidária e cultura, doutoranda na UFBA
•Nina Fidelis: jornalista, fotógrafa e produtora cultural
•Rosana Paulo da Cunha: gerente da Ação Cultural do SESCSP
[14h30 - 16h00] Mesa 4: Interações Estéticas
Linguagens em foco: hip-hop, dança e teatro
Expositores:
•Allan da Rosa: poeta, dramaturgo, criador do Selo Toró, autor de dissertação Imaginário, corpo e caneta: matriz afro-brasileira em educação de jovens e adultos. 2009. USP. Capoeira angoleiro há 12 anos. integrante do grupo irmãos guerreiros-taboão da serra/sp.
•Baby Amorim: coordenadora do Grupo Afro Ilu Obá de Mim
•GOG: rapper, membro do Conselho Nacional de Política Cultural
•Numa Ciro: psicanalista, pesquisadora associada do PACC / UFRJ e co-coordenadora da Universidade das Quebradas.
•Cláudia Schapira: diretora do Núcleo Bartolomeu de Teatro
•Coordenação: Vera Cardim, assessora do Pavilhão das Culturas Brasileiras.
Comentaristas:
•Américo Córdula: ex-secretário de Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura e atual diretor da Secretaria de Políticas Culturais do órgão.
•Adriano Paes Mauriz : ator, gestor cultural, membro da coordenação do Instituto Pombas Urbanas
•Walter Garcia: professor da USP, pesquisador do rap brasileiro, especialmente racionais MC’s
•Fernando Kinas : diretor e pesquisador teatral. Dirige desde 1996 a Kiwi Companhia de Teatro, doutor em Teatro pela Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris 3) e USP
•Sérgio Pinto: assistente de Música da Gerência de Ação Cultural do SESCSP
Sugestão de programação noturna
SARAU DA COOPERIFA
Bar do Zé Batidão – Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana. Zona Sul. Entrada franca (11) 5891-7403. http://www.colecionadordepedras1.blogspot.com/.
O Sarau da Cooperifa é um movimento literário que acontece todas as quartas-feiras, desde 2001, com recital de poesias no Bar do Zé Batidão na periferia da Zona Sul de São paulo e outros eventos, no qual busca um novo artista, o artista cidadão que contribui para melhorar a comunidade na qual está inserido. Também acontecem apresentações musicais e de várias outras linguagens artísticas.
terça-feira, 26 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
ABELHA MANDAÇAIA

Tão solitária e negra como eu
Abelha Mandaçaia...
...sem produção de mel
Desabitada a procura de flor
Para bebericar do seu encanto...
Lápis de olhos...
...a esconder águas salgadas
Como não consolidar
este isolamento, que me consome?
Esta falta de mãos grudadas
...pele que não afaga
Estou rifando essa soledade!
Trançar, eu quero, mãos pretas...
É querência de mar, e não de oásis
Perenidades entrelaçadas...
Em estações lunares e solares...
Meu viver tornou-se deserto...
Os dias quentes e as noites congelantes
Um corpo sem afeto...
Repleto de roedoras,
Serpentes
E lagartas...
Peles bem alvas...
Alvejando-me por serem preferidas...
Será mesmo que elas resolvem
estes traumas de pretos meninos?
Em outras facetas, sou eu, serpente
Cascavel do deserto como queira...
Movimentando-me em silêncio
Para que as inimigas não me vejam...
Sentimentos fósseis...
... expostos pelas erosões
A vida inteira sem beber águas...
Longos jejuns sem morrer...
Força bruta que me dilacera
Estes secos dias, sem chuvas...
Só poeiras machucando minhas retinas.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Akins Kinte e Elizandra Souza no CEU Cantos do Amanhecer, dia 12 de abril 2011, das 20h às 22h.
Os olhares pelos cantos dos olhos, braços cruzados... Eu confesso, fiquei nervosa em atender e saciar toda aquela fome de conhecimento, negado por tanto tempo, por diversos motivos... Eu queria cantar, poetizar o poema certo, na hora certa, para o sentimento certo, não sei se conseguir... mas foi uma das noites, mas especiais que tive dia 12/04/2011, das 20h às 22h, na Biblioteca, junto com meu parceiro poético Akins Kinte,a convite do Professor Fábio Roberto. Espero de coração que alguns poemas tenham sido sentidos, apreciados...nomes como Helenise, Manoelina, Oswaldo, José Raimundo, entre outros ficaram na minha memória...mas o que mais ficou foi essa sensação de que preciso cativar, sorrir, abraçar...quero que meus poemas sejam apreciados por esses ouvidos sensíveis que teve por tanto tempo longe de ouvir palavras de carinho...mas meu sonho é que os meus poemas sejam lidos por estes olhares cansados de tanto trabalhar, mas resistente e sonhadores de dias melhores...
” Me dêem as flores em vida, um carinho, uma mão amiga, que para aliviar meus ais...”...Ganhei abraços, ganhei atenção...e ganhei flores...Flores Crisântemo..fui pesquisar sobre ela, é uma planta muito nobre, cultivada há mais de 2.000 anos no Oriente, ela significa proteção, esperança e compreensão dos limites da vida...Em grego, significa “Flor de Ouro” ou “Flor do Sol”
...Agradecida Professor Fábio, Professora Marcia e principalmente aos alunos e alunas presente na atividade...Abraços poéticos
Elizandra Souza
quarta-feira, 6 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Corações em Punga - Depoimento...

A atividade foi tão intensa que só as palavras ficam incompletas essa descrição...porque não existem formas completas que descrevam emoções...as palavras são replicas de sentimentos, de energias..as imagens...podem talvez dizer um pouco mais do que foi esta atividade...aos que foram meu sincero agradecimento, outras atividades virão...Axé para todos nós e vida longa ao trabalho coletivo....





quarta-feira, 23 de março de 2011
Corações em Punga - Dia 29/03 (terça-feira), 19h30

Gostaríamos que fosse nossa (o) convidada (o) para o recital Corações em Punga que será realizado no dia 29 de março de 2011, a partir das 19h30 no Espaço Cultural Periferia no Centro, localizado na Ação Educativa na Rua General Jardim, 660.
Esta atividade consiste em uma apresentação de poesias, dança e percussão com Akins Kinte, Ana Paula Gomes, Daniel Alves, Elizandra Souza e Nego Jo. A primeira edição aconteceu em 2007 na Liga dos Mc’s em São Paulo, mas em outro formato.
Nesta nova etapa, à convite do Ponto de Cultura da Ação Educativa, comemora os quatro anos do livro de poemas Punga, publicado pela Edições Toró em 2007 e uma demonstração de textos inéditos interagindo com a dança e a percussão de três integrantes do Ballet Afro Koteban, grupo criado em 2004 e formado por músicos e dançarinas que pesquisam a música e dança do povo Mandingue do Oeste Africano.
Punga é um convite para entrar na roda, espero que você possa trazer a sua energia e o seu axé.
Abraços poéticos
Elizandra Souza, Akins Kinte, Ana Paula Gomes, Daniel Alves e Nego Jo.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Agenda de Março - 2011
Este mês costuma ser corrido para a minha vida poética. Segue alguns compromissos, falas e declamação de poemas:
Dia 13 (domingo), a partir das 16h. Participação da Mesa sobre produção artística falando da minha experiência com a literatura e quando ela interage com o Hip Hop. Abertura da Semana de Cultura Hip Hop, organizada pelo Forum de Hip Hop e Prefeitura de São Paulo. Galeria Olido.
Dia 26 (sábado),das 15h às 21h. Mesa Mulher na Diver-Cidade. Taboão da Serra.
Dia 27(domingo), 16h30. Contação de Histórias no Festival Sul Americano sobre Cultura Árabe.Bibliaspa.
Dia 29 (terça-feira), 19h30. Recital Corações em Punga - Akins e Elizandra. Ação Educativa.
Dia 30 (quarta-feira), 19h. Declamação de poemas no Festival Sul Americano sobre Cultura Árabe. Bibliaspa.
terça-feira, 1 de março de 2011
Os Crespos -Além do Ponto até dia 13/03! Compareçam

Descrição
A Cia. Os Crespos estréia seu novo espetáculo “Além do Ponto” mostrando em cena o processo de separação de um casal. O jogo dos personagens em cena é, a partir da separação, tentar imaginar um amor sem dor, a separação como transformação e não como fim, como a cura para uma doença.
Como recursos em cena, o espetáculo traz Vídeos, DJ e microfone interagem com a peça. Durante a pesquisa para a criação da dramaturgia, os atores registraram em vídeos depoimentos pelas ruas de São Paulo, colhendo histórias de amor pessoais.
Os Crespos...
" Neste processo “concentrado” para construir nosso novo trabalho, a interrogação que nos sequestra parte da constatação da experiência de muitas mulheres negras que sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor. Essa é uma de nossas verdades privadas que raramente é discutida em público.
Não tem sido simples para as pessoas negras desse país o entendimento do que é amar. Considerando a experiência do povo negro é possível entender por que historicamente muitos se sentiram frustrados como amantes.
Precisamos reconhecer que a opressão e a exploração distorcem e impedem nossa capacidade de amar. “O amor cura”. Nossa recuperação está no ato, no gesto. O amor é ao mesmo tempo "uma intenção e uma ação". Este trabalho é um grito e uma oração que pede passagem para uma continuidade. A vontade de amar tem representado um ato de resistência para os afrobrasileiros – daí o sentido de investigar sobre os fins e os encontros.
INFORMAÇÕES
Horário: Qui. a Sáb.: 21h. Dom.: 20h.
Temporada: De 3 de Fevereiro até 13 de Março de 2011
10,00R$ e 5,ooR$ até 13 de Março.
Teatro àgora -ESpaço àgora Rua Rui Barbosa,672 bela vista.
Telefone: 32840290
domingo, 13 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Racismo no Banco do Brasil - Agência Rego Freitas!
LUCIANO DIMIS DA SILVA (conhecido como James Bantu) foi à agência do BANCO DO BRASIL, situada à Rua Rego Freitas, n. 530, República, São Paulo-SP, no dia 09 de fevereiro de 2011, por volta das 14h30, para descontar seu salário pago em cheque pela Ação Educativa no valor de R$ 504,00 (quinhentos e quatro reais). Na porta giratória que dá acesso aos caixas do Banco – onde descontaria o cheque e receberia o dinheiro em espécie – foi diversas vezes barrado: não havia armário para colocar sua mochila, em que levava um computador portátil (Laptop).
Após abrir várias vezes a mochila, todos os bolsos e mostrar que não levava nenhum objeto que oferecesse risco à segurança do banco, os seguranças ainda assim o impediram de entrar. Enquanto estava com a mochila apoiada no chão e aberta, a segurança feminina que estava ao seu lado chamou um Policial Militar que passava fora da agência.
O Policial Militar, por sua vez, revistou novamente sua mochila, onde não achou nada. Após LUCIANO DIMIS DA SILVA perguntar para o PM se ele podia entrar na agência, ele disse “vamos para o canto para eu te revistar”. Determinou arbitrariamente que ele fosse até a parede e colocasse suas mãos na cabeça, quando o revistou, no saguão interno do banco, ao lado dos caixas. No canto, disse em tom agressivo, com o dedo em sua cara, coisas do tipo: “Você precisa me respeitar!”, “Coloca a mão para trás!”, “Cala a boca!”, “Se eu quiser, se eu mandar, eu posso até te deixar pelado aqui!”, “Só fala depois de mim; cala a boca!”, “Se você não calar a boca, eu vou te algemar aqui!”. Neste momento, sentou-se no chão, pois suas pernas estavam trêmulas, e continuava recebendo ordens e “lições de moral” do Policial.
Após todo esse embate, LUCIANO não tentou mais entrar no Banco, nem receber o dinheiro de seu cheque, o que está provado pela cópia que acompanha este documento. O Policial Militar disse: “isso aqui não problema de cor, de religião, nem de nada.” ao que o LUCIANO respondeu: “Quem está falando em cor aqui é o senhor!”. Saiu do banco humilhado e atordoado, esqueceu seu RG, que estava com o Policial, e que teve que voltar para pegar.
O impedimento de entrar no Banco seguido das inúmeras humilhações às quais foi submetido são completamente injustificados – dado que ele não levava nenhuma arma ou instrumento que pudesse colocar o Banco em risco – e não se negou a abrir a sua mochila para mostrar o conteúdo.
Não podemos permitir que este tipo de situação aconteça com homens e mulheres negras do nosso país. Uma instituição que diz ter a cara do Brasil não pode ficar indiferente ao caso.
Assine ao Manifesto:
http://colecionadordepedras1.blogspot.com/2011/02/manifesto-contra-o-racismo-no-banco-do.html
Hoje realizamos um ato político na agência bancária para que o cheque fosse descontado, mas que a Agência Bancária visse que não é normal este ato discriminatório. James entrou na Agência acompanhado pelo advogado Ibraim e por dois correntistas do Banco do Brasil, entre eles o Júnior do Circulo Palmarino. Entrou apenas com o RG e o cheque e deixou sua mochila com seus amigos na porta do Banco. Um policial que estava a paisana, mostrou seu distritivo aos seguranças do Banco e entrou armado dentro da instituição, sendo que a porta nem apitou. Debora Marçal tentou fazer a mesma coisa, entrar com a sua bolsa, mas automaticamente foi barrada. O advogado Ibraim entrou portando celular e chaves, mas a porta não barrou.
Resumindo, o James descontou o cheque e foi aplaudido por seus amigos, coletivos culturais presentes e ativistas dos Direitos Humanos. E a gerente da agência disse várias vezes que o Banco só fez o seu procedimento normal. NORMAL????
Próximo passo serão medidas judiciais. O caso já foi registrado no
DECRADI – DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERÂNCIA
Rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar (próximo à Estação Luz do metrô)
das 9h às 19h (11) 3311-3985
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sarau Bem Black - Elizandra Souza (20/01/2011)
Desculpe-me pela demora, mas depois que cheguei das férias na Bahia, tive vários contratempos, mas nada que pudesse apagar os sentimentos e as emoções que senti no Sarau Bem Black, sempre que vivenciamos algo novo, para sentirmos melhor o sabor comparamos com outro sabor de gosto parecido..eu me senti no Cabeça Preta em Santo André..versos pretos, versos de resistência, palavras de chumbo, palavras de pólvora, palavras de chocolates, umbu, cajá...caju...o Sarau bem black foi como um suco de frutas que só nessa terra podemos apreciar...
O ambiente do Sarau me fez relembrar cenários de rebeliões que li sobre algumas revolucionárias e revolucionários de algum lugar do mundo...
Salva Maka,
Salve Opaninjé,
Salve as mulheres pretas,
Salve as crianças...
Salve os homens de bem...
Salve os poetas e as poesias....
Tamo juntos.....
Elizandra Souza
Quem for na Bahia, não deixe de ir no Sarau Bem Black...mas do que palavras bonitas, palavras de águas e de fogo....
É só chegar...
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Elizandra Souza, no Sarau Bem Black, dia 19-01 - Salvador!!!
*Poema de Urânia Munzanzu - Baobá

BAOBÁ
Não quero flores, quero um Baobá!
...e um homem que deseje meu corpo de abundantes curvas, meu cabelo crescendo para o alto, minhas ancas largas para guardar filhos, meu cheiro
Não quero flores, quero um Baobá!
...e a minha boca carnuda, para o meu amor, será uma fonte de desejo e deleite.
Não quero flores, quero um Baobá!
Pois quero que meu homem entenda o meu jeito de fazer as coisas, como os modos
de uma rainha,
e esteja livre do pensamento plantado em nós pelo colonizador.
Não quero flores, quero um Baobá!
Para que meu homem saiba dos meus seios fartos, que alimentarão crianças,
e a cumplicidade entre marido e mulher.
Não quero flores, quero um Baobá!
Pois com o meu amante quero construir uma casa, ter um lar, cuidar das plantas,
perder noites de sono com as crianças, ser parceira nos seus sonhos,
e dormir empernada nas madrugadas frias...
Não quero flores!
Elas têm vida curta, e vulnerável ao frio, ao vento, à chuva, ao sol...
Quero o Baobá!
Ele se ergue em terra firme, e o mesmo sol, e a mesma chuva o tornam frondoso e abundante.
Ele pode não trazer o perfume a beleza das flores...
*Urânia, poeta e jornalista da Cidade de Salvador...estou apaixonada pelos seus textos e espero que em breve possamos saborear estes textos em papéis...Agrdecida por compatilhar seus textos.Elizandra Souza
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Um poema de presente....

Mais uma vez me sinto bem em publicar em Cadernos Negros, acredito na proposta...e segue um poema de presente para os que não adquiriram o livro. E caso queira,me procurem apenas R$ 20,00.
Cadência Sagrada
Dedicado a Capulanas Cia de Arte Negra
Mulher se curvando para o tambor
Bálsamo curando as feridas do andor
Fruta abrindo-se ao amanhecer
Cortando o vento com as facas do sobreviver
Mulher se curvando para o tambor
Gargalhando da vida sem a fraqueza do riso
Mascarada ela entoa suas cantigas
Escondendo e mostrando as pernas
Mulher se curvando para o tambor
Banhando-se pelas marés
Dançando e se encontrando
Se perdendo e se ganhando
Nos chamados dos corpos eternos
Mulher que só se curva para o tambor
Trançando com os pés o futuro
Desenhando no infinito seu próprio caminho
Rabiscando sem rascunho no ar
Seus braços um grande pelicano a voar...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ensaboando a memória
Lembro-me como se fosse hoje do meu aniversário de 10 anos, foi na Fazenda Cauê, minha vozinha organizou juntamente com as minhas tias uma pequena comemoração. Não tinha os comes e bebes comuns das outras festas de aniversário que eu costumava ver na televisão ou quando freqüentava os aniversários de Paty e Xanda (minhas amigas de infância).
A mesa foi organizada com bolo de arroz, de aipim, coscorão (massa de pastel frita sem recheio e salpicada de açúcar), tubaína, sucos de caju e de acerola, pasteizinhos,entre outros que não me lembrou agora e os convidados chegaram quando o sol começou a esfriar ( se é que isso é possível).
Cada um dos convidados trouxe um pequeno embrulho, não eram enrolados em papéis típicos para presentes, mas em jornais e revistas (será por isso me interesse pelo mesmos?)...Depois de cantar parabéns comecei a desembrulhar os presentes, tinha inúmeros sabonetes das marcas: Lux Luxo, Phebo, Alma de Flores; perfume de Seiva de Alfazema (cheiro da minha vozinha); pastas de dentes das marcas Kolynos e Colgate, entre outras de juás; toalha de banho; dinheiros enrolados nas mesmas embalagens; latas de doce de goiabada; brincos e colares.
Hoje me veio este lapso de memória destes presentes que eu costumava receber dos meus parentes na cidade de Nova Soure, eu me lembro que eu adorava este carinho, sempre gostei de ser paparicada, sempre fui muito querida, e estas eram as formas que o meu povo costumava demonstrar carinho e atenção. Eu lembro que quando as minhas colegas da escola perguntavam o que eu tinha ganhado e eu falava a lista de presentes, elas riam e falaram que mais parecia uma compra de supermercado e não presentes. Eu ficava super triste com esta reação das mesmas que moravam na cidade e achavam que eram melhores do que as pessoas que moravam na Zona Rural...
Por que estou falando tudo isso? Hoje é dia 23/12/2010 e voltei ao passado 03/07/1993 entrei em uma loja O Boticário e comprei sabonetes para todos os meus familiares e pessoas que amo... meu pai, minha mãe, minhas irmãs, meu cunhado, meu sobrinho, meu amado, pra mim e para a mãe de uma amiga...como não queria acabar com o estoque de sabonetes ainda falta presentear muitos amigos e por isso resolvi presentear com esta história para que sintam o cheirinho de ser amados de alguma forma e que lembrem-se as pequenas formas de atenção que os nossos encontram para dizer, te amo através de um sabonete, que significa para mim eu te quero bem.
Sabonetes para todos e todas!!!
Axé que eu vou ensaboar a minha vida....até 2011!!!
Elizandra Souza
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
LANÇAMENTO DOS 33 ANOS DE CADERNOS NEGROS

A série literária Cadernos Negros teve início em 1978, fundado pelo escritor Cuti e atualmente organizado pelo Quilombhoje Literatura. Tem o intuito de dar visibilidade a uma escrita negra e engajada, sendo lançado um exemplar por ano, alternando entre poemas e contos afro-brasileiros. A publicação está na sua 33ª edição consecutiva, sendo que a deste ano será especial de poesias. Dia 17 (sexta-feira), 19h. Sala Olido – Av. São João, 473. Centro. Entrada franca. (11) 3805- 7082. quilombhoje@terra.com.br/ www.quilombhoje.com.br.
Faça a sua inscrição:
http://www.quilombhoje.com.br/cadastrocn33#
Quando e Onde
Dia: 17 de dezembro de 2010 (Sexta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Auditório da Sala Olido (Av. São João, 473 – Centro - São Paulo) , em frente à Igreja do Largo do Paissandú.
Ingresso: Entrada Franca
CADASTRE-SE
A entrada no evento é gratuita, porém devido ao número limitado de lugares no auditório (293 cadeiras) solicitamos que você faça inscrição abaixo.
E cadastrando-se você irá garantir o seguinte pacote: entrada no auditório + desconto de 25% na aquisição do livro Cadernos Negros 33 + um brinde. Reserve sua entrada no lançamento do livro mais badalado de São Paulo – Cadernos Negros 33 – Poemas. (Desconto somente para o cadastramento online).
O valor do livro Cadernos Negros 33 é R$ 20,00, e com desconto de 25% você pagará apenas R$ 15,00 (somente no dia do lançamento).
O acesso ao evento ocorrerá a partir das 18h45. O cadastramento dará preferência de entrada no auditório até as 20h. No caso de lotação o evento poderá ser acompanhado no saguão.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
NEGR@S MIXTURAD@S - Dia 11 (sábado), 15h. Ação Educativa

PROGRAMAÇÃO:
14h30m: Início da pintura do painel com a temática do evento com as grafiteiras: Soberana, Lilás Crew, Riska, Chermie, Zudão e quem quiser chegar pra somar!!!
15h00m: Roda de Conversa - Tema: “A Participação da mulher negra nas culturas tradicionais e urbanas” - com a participação de mulheres que representam as culturas tradicionais e urbanas.
Facilitadora: Ornella Rodriguez - professora e poetisa;
16h00m: Vivência com Dança Afro
Facilitadora: Miniwa do Ébano e participação especial de Daniel Alves (KOTEBAN);
17h00m: Vivência com Break Dance
Facilitadora: Bgirl Dyssaa;
18h00m: Momento Poético (traga sua rima, sua poesia, sua criação!)
Facilitadora: Elizandra Souza - poetisa e jornalista.
19h00m: Vivência “Des-amarrando Nós” - confecção de instrumento musical (Xequerê);
Facilitadoras: Inaiá Araújo (percussionista e arte educadora) e Marcia IzzO (gestora de projetos);
20h00m em diante: Participação no Evento de Cultura Popular “Bodega do Brasil” no auditório da Ação Educativa, com intervenções do grupo de rap Tarja Preta (Baixada Santista) e a DJ Evelyn Cristina, e a sambadeira Nega Duda do Samba.
Teremos exposição de produtos do projeto e de outras iniciativas.
- Bonekas Makena;
- Máscaras Africanas;
- Camisetas e produtos Hip Hop Mulher;
- Quilombhoje;
- E muito mais....Traga seu produto!!!
COMPAREÇAM!! EVENTO ABERTO AO PÚBLICO.
Local: Ação Educativa - 1º Andar
Rua General Jardim, 660
Telefone: 3151-2333
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Recorri a vários poetas para me explicarem o que é Amizade que eu estou confusa....Segue minha listinha!!!

Amizade Por Mario Quintana
Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida
mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu
coração.
Para lidar consigo mesmo, use a cabeça,
para lidar como os outros, use o coração,
raiva é a única palavra de perigo.
Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele;
Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua.
Quem perde dinheiro, perde muito,
Quem perde um amigo, perde mais.
Quem perde a fé, perde tudo.
Jovens bonitos são acidentes da natureza:
Velhos bonitos são obras de arte.
Aprenda também com o erro dos outros,
você não vive tempo suficiente para cometer
todos os erros.
Amigos você e eu...
Você trouxe outro amigo...
Agora somos três...
Nós começamos um grupo...
Nosso círculo de amigos...
E como um círculo,
não tem começo nem fim...
Ontem é história:
Amanhã é mistério,
Hoje uma dádiva,
É por isso que é chamado presente...
Reverência ao destino Por Carlos Drummond de Andrade
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
Amigos, ainda… Por Fernando Pessoa
Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas
jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos
que tivemos, dos tantos risos e
momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da
angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim…
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades
continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem
sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas
tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até
este contacto se tornar
cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas
fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e……
isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi
tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes
novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último
adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar
mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para
continuar a viver a sua vida,
isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde
amigo: não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas
adversidades sejam a causa de grandes
tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!









