terça-feira, 20 de julho de 2010

Notícias do jornal e interpretações de Elizandra Souza


Outro dia eu estava empolgada, porque fiz uma assinatura de jornal, me senti meio gente, mas hoje eu estava disposta a cancelar a assinatura do jornal, estou entediada, mas como recém formada, preciso saber o que dizem meus colegas de profissão e como dizem... E me dar uma raiva tão grande, que eu não me conformo...quantas páginas têm um jornal diário? Preciso contá-las, mas uma verdade é que são muitas. E quantas destas páginas fala sobre o que penso? O que quero saber? O que eu deveria saber? Sinto como cada manchete desviasse do que eu quero saber do mundo. Ele me desinforma....Vou agüentar mais um mês, para tirar as minhas conclusões...Mas pelo andar da carruagem, vou direcionar este investimento em um livro, em um ingresso, em um curso, em um cd, em um DVD...porque sinto que estou só juntando folhas de jornal dentro de casa, uma que nem tenho lugar para armazená-los, se eu pelo menos soubesse fazer artesanato, faria lindas bolsas de jornais...cestas, colares, brincos...Já sei, vou procurar uma destas oficinas...” Aprenda a fazer artesanato com jornais”...Já sei, vou aprender a fazer papéis reciclados, envelopes, cartão...recortar as palavras e fazer poesias...Minha nova oficina

“Aprenda a fazer poesias com as palavras dos jornais”

Enquanto isso....

Notícias do jornal e interpretações de Elizandra Souza

Manchete Folha de São Paulo, 18 de julho de 2010, Caderno Mercado.

“ Quantidades de livrarias no país é insuficiente, diz pesquisa”

Segundo pesquisa da Associação de Livrarias (ANL), o número de livrarias no Brasil está abaixo do recomendado pela Unesco. Será que é mesmo o número de livrarias que está abaixo, ou é o número de leitores. Quais são as estratégias para fazer com que a população se interesse por leitura? O problema, no meu ponto de vista, não está na venda de livros ,e, esta matéria nem deveria está na parte de “Mercado”, deveria ser manchete de capa “ Por que a população brasileira não consome livros?”. E quando falo em consumir, não é ir a uma livraria e pegar o livro da moda e parcelar em algumas vezes, via cartão de crédito. Estou falando no prazer de ler um livro, ir numa biblioteca, ir a um sebo. Acesso ao livro nós temos, agora precisamos fazer com que as pessoas dirigiam seus passos para as páginas. Até no metrô, já temos bibliotecas que contém um dos melhores e atuais acervos da atualidade. Quantos são os usuários destes serviços?

O problema não está em comprar o livro, mas em lê-lo. Como fazer para a população se deliciar com os livros?

A partir do momento que as pessoas têm vontades de ler livros, automaticamente elas vão ter interesses em comprá-los. Mas o passo 1, continua sendo como faremos tudo isso? Leitura e consumo? Leitura + consumo? Leitura= Consumo? Leitura x Consumo?

Quem puder me responder fico no aguardo.

Abraços

Elizandra Souza

Um comentário:

Su! disse...

Concordo na idéia de que a grande mídia "desvia" o olhar do que nos é de importância! Não temos espaço, e é por isso que tem gente lutando pra ganhar espaço...

O projeto Jornalismo Cidadão dentro da própria Folha trata exatamente disso. Em um olhar sócio-cultutal o acesso realmente está bem mais fácil que de anos atrás, mas levando em consideração e tomando como exemplo o próprio jornal como você mesma disse; a matéria vem restrita para um grupo fechado, que não incluem a mim, a você, a meu vizinho...

Periferia? Jamais, a não ser na “coluna sensacionalista”... Sei, enquanto comunicadora, o quanto a leitura do jornal diário é importante, e também sei que enquanto se escrever para essa pequena burguesia o desinteresse será apenas uma consequência, até se perceber que depende dessa mudança a futura existência do jornal impresso: Gerar interesse (como em tantas outras coisa, até mesmo a aula de filosofia do ensino médio)

As coisas geram interesse quando começam a fazer sentido!