sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dupla poética - Elizandra Souza (SP) e Valéria Fagundes (PE)



Participar da 4ª Mostra Brasil - Juventude transformando com arte me rendeu conhecimento, novos desafios e muitas amizades espalhadas nos quatro cantos do Brasil. Tudo começou por e-mail preparar uma oficina de poemas junto com uma poeta que eu não conheci. Escolhemos o tema "sonho" para construi algo. Só nos conhecemos no dia 18, ainda bem que nos demos bem...risos..."unha e carne" como dizia minha  vó...Os desafios vieram com os dias, criar poemas para o encerramento da nossa apresentação no "Mistura de linguagens"...essa proposta nos tirou o sono, a vontade de passear...mas exigiu nossa atenção nos ensaios..foi ai que percebemos o quanto nossas artes eram parecidas, semelhantes, peculiares...Muitas das atividades culturais tinham as mesmas características vinham de projetos sócio-culturais com as mesmas dificuldades de continuidade, mas que na hora que a luz do palco se acendia desfilavam sonhos e arte com um sorriso estampado no rosto...Na oficina que ministramos de poesias desafiamos os participantes a criarem poemas em 20 minutos...como o tema era sonho no sentido de almejar...nossa foi linda a combinação de cores, cheiros e futuro nos textos...Nos ensaios eu e Valéria ficavamos pensando " mas a nossa parte é só poesia num precisamos ensaiar o dia todo"...engano nosso, ali era a matéria prima do nosso dever poético...e foi ali que nasceu esse poema...após passar pela Oficina de língua guarani com o Brô MC's - Dourados- Mato Grosso do Sul...E segue o poema...


Ore Kuera – Todos nós (guarani)
Somos fio da mesma trança
Trazemos amor e esperança
Estrelas do amanhã
Somos nos do mesmo bambu
Palha da mesma corda
Batucadeiros do mesmo show

Somos orquestra do mesmo palco
Queremos arte no nosso prato
Sopros dos mesmos passos
Materias da mesma rima
Somos djs da mesma festa
Personagens da mesma história


Continuando com Valéria Fagundes....
Quando essa noite acabar , o nosso show continua,
porque a nossa vida é arte e o nosso palco é a rua.
O rap volta pra casa , pra escola e pra favela,
e até na lingua tupi esse som se prolifera.
Desfilaram nesse mostra bambu, cavalo mari...nho,
Orquestra, rabeca e dança, malabares e passinho.
Nos chamam de alegristas , brincantes da juventude,
E a gente recria a arte fazendo que o mundo mude.
Quando essa luz se apagar, se acende a luz que há em nós,
e em cada canto do mundo vão ouvir a nossa voz.
No país, de canto a canto do Mato Grosso ao Sertão,
a gente segue viagem cumprindo nossa missão.

Um comentário:

JuventudeArte disse...

Que lindo relato querida!! Vou compartilhar viu? Uma maneira de dar continuidade a tanta beleza...bjs