terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
GAMELEIRA * - Por Elizandra Souza

“Seja em qual circunstância for
É em legitima defesa
O escravo que mata seu senhor”
Assim, Gama defendia os seus
Advogado por si mesmo
Autodidata das leis...
No esquecimento das páginas
Oficiais de nossa história
Luiz Gama -um guerreiro - sem memória
De filho liberto a escravo
Vendido pelo próprio pai
Lutador por um país sem rei
Trinta anos antes da mentirosa abolição
Pedia dinheiro na rua - contribuição
Para a compra das alforrias dos irmãos
Insubmissão, herdada de Luiza Mahin
Sua majestosa mãe que deixou a Bahia
Temida pelos senhores – Malês, Levante!!!
Avante, não deixou legado financeiro,
Mas eis aqui conselho para Benedito seu herdeiro:
“Crê, que o estudo é o melhor entretenimento”
“E o livro o melhor amigo”
“Desconfie sempre dos poderosos”
Gama, Gama, Gama
Gameleira de raízes profundas
Agarre-se a um dos seus galhos e não se descuida!
A diabete matou esse homem,
mas não a essência dos seus ideais...
“Seja em qual circunstância for
É em legitima defesa
O escravo que mata seu senhor”
Matamos nossos senhores
Quando pegamos em canetas
O estudo é um tiro certeiro...
Modernas cartas de alforrias
Vamos nos defender
Seja na palavra escrita ou na falada
Poesia ou embolada...
Beba na gamela da fonte de Luiz Gama.
Gameleira de raízes profundas e profanas.
Elizandra Batista de Souza, publicado na Revista Grap. Grafismo e Poesia, Dezembro 2007.
* É uma árvore extremamente importante para os iniciados nas Religiões de Matriz Africana, nela são guardados fundamentos, histórias, o axé sagrado... é uma das que mais Tempo vive, sua força atravessa séculos guardando a nossa memória ancestral, creio que uma das poucas equivalentes a ela é o grandioso e milenar Baobá.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Edições Toró no Sesc Pinheiros, 25 de Junho!

Dá licença, povo.
Bolando o fechamento da exposição Blooks, que no SESC Pinheiros desde maio discute as tranças entre versos e computz, entre escrita e cyberninhos, entre literatura e tecla internética, a Edições Toró lança e apresenta sua cena de Poesia, Atabaque & Mandinga.
Editando uma roda no chão do SESC, a Toró vem com a Poesia das ladeiras de Akins Kinte e de Allan da Rosa, com a dança de rua mesclada ao giros d´Afro de Mateus Subverso e do B-Boy Jeff, mais a geometria da percussão de Márcio Nêgo Folha.
Vamo nóis, por ventos que vem de longe no tempo, mas com a quentura do nosso sol nesses dias frios. Vamo com uma pitadinha de teatro, tocando nossa flauta e jogando nossa angola.
E a gente tá aqui chamando pra participar com a gente, pra apreciar ou vaiar, oferecer abraço ou jogar tomate, mas de frente.
A primeira presença é quinta agora, 25 de junho, às sete da noite. No SESC Pinheiros: Rua Paes Leme, 195. Entrada franca e verdadeira.
Cola no nosso sítio, www.edicoestoro.net, pra ver a confecção do convite dendezado pelo Mateus Subverso. E pra ver e ouvir as águas dos nossos livros, programas de rádio-literatura, entrevistas, vídeos e pesquisas de quem pratica os estudos nas praias paulistanas, na literatura periférica e na africania da educação e da transmissão do saber.
Convidando de verdade e agradecidos pela atenção,
Edições Toró.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
África e Sertão: à maneira de um Manifesto.

Ontem fui assistir ao espetáculo Mercadorias e Futuro, com o Lirinha no Projeto Cultural Antitodo - Seminário Internacional de Ações Culturais em Zona de Conflito e a abertura foi este lindo poema da poeta pernambucana Micheliny Verunschk. confira e me digam o que acham. Aproveitem para assistir as peças e os seminários.
África e Sertão: à Maneira de um Manifesto
Por Micheliny Verunschk
Tomamos a África pela mão direita e o Sertão pela mão esquerda.
Ela, nossa mãe desconhecida.
Ele, nosso pai imaginário.
Dos berberes e soninkés é nossa carne de areia.
Dos vaqueiros encourados é nosso sangue mais denso que o real.
Nossa mãe multiplica sua face no sexo das meninas violadas, infibuladas,
prostituídas.
Nosso pai multiplica seu coração no peito dos meninos abandonados,
alcoolizados, à margem da margem de um rio seco e pedregoso ao qual chamamos
de História.
Nossa mãe tem os olhos do céu de Moçambique.
Nosso pai tem a pele do poente do Moxotó.
Declaramos que nossa mãe está na fala, no sabor, na dança e na música que
nos move a alma.
Declaramos que ela é múltipla e única, terrível e bela.
Mas não a conhecemos senão pela História, que é sempre parcial, pelas
estatísticas que são sempre sem rosto ou peso de carne humana, pelo olho
fotográfico que ousa nos dar a cara do nosso tempo mas que nem sempre revela
que um ponto de vista pode ser também uma trave que nos impede a visão.
Declaramos que nosso pai está no esqueleto de concreto de toda cidade desse
país, que sua fala acentuada é a marca de nossa memória, que sua coragem é o
território ao qual ainda não nos aventuramos por completo.
Nosso pai e seu rosto ainda por se construir. Nosso pai e seus mitos por se
confirmar.
Nossa mãe e nosso pai ainda mal contados, mal traçados, e ainda que amados,
tão mal-amados.
Nossa mãe e nosso pai, tanto sol, tanta escuridão.
África e Sertão, de mãos dadas.
Tão pobres. Tão ricos.
Tão distantes. Tão unidos.
Na mina que explode, no vírus que explode, na fome que explode.
Na beleza que é potência, na vastidão que é potência, no vir-a ser que é
potência.
África e Sertão.
Minha mãe, meu pai.
Tua mãe, teu pai.
Nossa mãe, nosso pai.
África e Sertão.
Terra prometida.
Colo desejado.
Expectativa.
Acesse:
http://www.itaucultural.org.br/antidoto2009/
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Monólogo Informal - Ana Paula Risos..Não percam!!
sábado, 30 de maio de 2009
Manga Madura - Por: Elizandra Souza

Na minha infância, este dia denominado sábado era o mais esperado (hoje se tornou muito mais), pois eu andava de bicicletas, podia ir à fazenda do meu avô, brincar com o balanço que ele fez pra mim, embaixo do pé de cajueiro.
Hoje com essa vida maluca e semana sufocante onde dedico maior parte do meu tempo cumprindo burocracias e obrigações, mesmo que seja no meu trabalho e na minha faculdade que amo, é como só comer a manga sem chupar o caroço fica um processo inacabado.
Pensando bem o nome sábado, vem da origem do saber, ou melhor, saber sobre si mesmo. Pois se consigo dormir até o corpo pedir para levantar, sinto uma deliciosa vontade de ler livros que me levem para outros lugares ou filmes que me teletransportem assim, só com os olhos e ouvidos.
Gosto também de não fazer nada, acredito que o ócio é criativo e traz palavras do além, além de mim mesma.
Como as árvores a vida cresce e dá frutos, hoje recebo meu sobrinho na minha casa e sempre brincamos aos sábados e vejo seus primeiros experimentos, andando que nem um patinho ou como um sonâmbulo com os braços pra frente tentando se equilibrar e também tentando entrar no armário de mantimentos com a sua motoca.
Neste dia, sábado de eu sei, eu saberei posso desfrutar do pé da mangueira, da manga e do caroço.
Sábado é uma manga madura que posso me lambuzar.
Por Elizandra Souza, realizado no Curso de Redação Criativa, ministrado pela Profª Mônica Martinez, na atividade sobre Mapa Mental no dia 30/05/2009.
Mulher Negra, novo programa online Tobossis - Virando a Mesa

Tobossis Virando a Mesa é um programa online semanal que vai ao ar todas as quartas-feiras nos sites youtube.com, vidilife.com e tantos outros, além do nosso blog. Diante da ausëncia de programas que privilegiem e destaquem as lutas, conquistas e desafios da mulher Negra no campo midiático, Tobossis decide virar a mesa e ocupar um dos campos determinantes no processo de construcao identitario: O campo da imagem, da Comunicacao, portanto. Demarcamos aqui um dos territórios no qual a voz da mulher negra será ouvida e respeitada, afim de estabelecer o diálogo com outras mulheres e homens, negros ou não, a partir do nosso lugar, olhar e percepção de mundo.
Tobossis Virando a Mesa dá continuidade a luta de Lélias, Mahins, Rosas, Bells, Marias, Menininhas, Senhoras, Ciatas, Franciscas, Jandiras, enfim, todas as mulheres negras, reconhecidas ou não, que lutaram da maneira que foi possível para que chegássemos até aqui.
Com temas variados, Tobossis conta com a participação de três negras mulheres para virar a mesa: a estudante e esteticista Marah Akin, a jornalista e poetisa Mel Adún e a jornalista e musicista Víviam Caroline.
Idealizado e realizado pelo grupo Abará Tabuleiro da Comunicação, Tobossis Virando a Mesa nasce com a intenção de também chacoalhar a rede!
Assistam:
Fonte: http://tobossis.blogspot.com/
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Oficina Roda de Histórias Indígenas

Oficina Roda de Histórias Indígenas
A atividade, gratuita, acontecerá dia 20/junho na ONG Papel Jornal, em 2 horários
As histórias indígenas são um manancial de imagens, por vezes inusitadas, que revelam temas fundamentais da condição humana, os fenômenos da natureza e a origem das coisas, demonstrando assim a vasta capacidade do homem em dar sentido e criar diferentes modos de vida.
Inspirada no aprendizado junto às narrativas indígenas, o grupo de contadores Roda de Histórias Indígenas em parceria com o Inbrapi - Instituto Indigena Brasileiro para Propriedade Intelectual, convida a uma mobilização em vivências criativas para desenvolver o imaginário, o auto-conhecimento e a solidariedade.
Apoiado pelo Programa Petrobras Cultural, na área de Educação para as Artes, que tem como objetivo viabilizar a produção e distribuição de materiais de apoio para educadores e agentes culturais comunitários, o grupo produziu uma coleção com quatro CDs de áudio com narrativas de diferentes povos indígenas, trilha sonora original e livreto ilustrado com sugestões pedagógicas
Em cada oficina haverá distribuição gratuita de alguns destes kits para Escolas e/ou Bibliotecas.
Nosso trabalho se destina a crianças, jovens e adultos: educadores, terapeutas, artistas e todas as pessoas interessadas em mitologia nativa”, explica Rute Casoy, coordenadora do projeto.
Programa:
· Contextualização cultural
· Debate
· Roda de histórias
· Dinâmicas de sensibilização
Equipe:
· Organização: Nilda Rodrigues
· Focalizadores/as: Rute Casoy, Juliana Franklin de Oliveira, Ana Gibson
· Apoio: ONG Papel Jornal
Inscrições: Serão 20 vagas por turma, solicite ficha para se inscrever: nyldarodriguez@uol.com.br
Telefone: (11) 9251 9895
Data/Horário
Local
Turma 1
20/junho (sábado) das 9h às 12h
ONG Papel Jornal – Rua Roberto Selmi Dei, 187 – Altura do no. 2.200 da M”Boi Mirim – Zona Sul de SP
Turma 2
20/junho (sábado) das 14h às 17h
ONG Papel Jornal – Rua Roberto Selmi Dei, 187 – Altura do no. 2.200 da M”Boi Mirim – Zona Sul de SP
Me acorde!!!!!!!Alternawell

"Me acorde com um acorde animado
Que me deixe à vontade com a vida."
Autor: Alternawell
Acesse: http://WWW.ALTERNAWELL.BLOGSPOT.COM
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Debate sobre Jornalismo Literário com Allan da Rosa, Eliane Brum, entre outros
Mesa: Jornalismo Literário
Eliane Brum (Revista Época)
Pedro Bial (TV Globo)
Allan da Rosa (Edições Toró)
Daniel Piza ( Revista Bravo e O Estado de São Paulo)
Sérgio Vilas Boas ( Academia Brasileira de Jornalismo Literário)
Dia 26/05 (terça-feira), das 19hs30 às 22hs. No SENAC Lapa – Rua Tito, 96.
Saiba Mais:http://jornalirismo.terra.com.br/eventos/24/676-eliane-brum-daniel-piza-sergio-vilas-boas-e-allan-da-rosa-debatem-jornalismo-literario
Você é a favor ou contra a política de cotas nas Universidades Públicas?
Cotas raciais - 10,90%
Cotas sociais - 3,1%
Não concordo com o sistema de cotas - 85, 91%
Portanto é importante que todos aqueles que são favoráveis as cotas para negros e índios entrem no site e deixem o seu voto.
http://www.senado.gov.br/agencia
Notícias dão conta de que apenas 6 dos 23 senadores que formam a comissão são favoráveis ao ingresso de negros e índios nas universidades através das cotas.
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/04/24/brasil2_0.asp
quarta-feira, 20 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
A palavra que aconchega e encanta!
Este final de semana foi muito importante e significativo, pois pude aprender e ensinar. Recebi um convite do Coletivo Griot’s de ser uma facilitadora numa roda de literatura feminina, a principio aceitei, mas fiquei preocupada, o que eu iria abordar, pois não é porque sou mulher, que me qualifica sobre a temática. Eu não sou uma especialista, sou apenas uma curiosa dos pensamentos das mulheres de todos os tempos e realidades sociais. Mas em especial, amo a literatura escrita por mulheres negras, por ser uma delas e por acreditar na importância da sua força, luta, ginga e ideais.
Estávamos em oito pessoas reunidas, no CIC Encosta Norte, sábado no finzinho da tarde, lá no alto, onde o vento assobia e abraça o bairro com sua ventania, que sacode as cortinas, bate portas e janelas e sai sorrindo por todos os cantos dos milhares de apartamentos populares que caracterizam a comunidade.
Ana Paula, conhecida como Paulinha foi à anfitriã, até então eu achava que era a outra Ana Paula, que é conhecida como Aninha (esses detalhes são internos do Coletivo) nos encontramos no Brás e fomos conversando tão empolgadas que esquecemos que se passaram por volta de uma hora e 20 minutos até chegar no CIC, foi uma das poucas vezes que eu cheguei antes do horário. Ficamos ali observando uma aula para bombeiros miris, aguardando as pessoas chegarem.
Iniciei me apresentando,mas falando muito pouco que eu queria cumprir a tarefa proposta. Comecei com o Zenzele – Uma carta para a minha filha, da escritora zimbabuense, J. Nozipo Maraire, foi deste livro que encontrei o meu pseudônimo e nome do meu fanzine Mjiba. As Mjibas são mulheres que lutaram a favor da Independência de Zimbábue, temidas e admiradas, elas matavam para cumprir um ideal de libertação. Mjiba é um dialeto chona, que significa Jovem Mulher Revolucionária.
Foram feitos alguns comentários e prossegui com a leitura de Carolina Maria de Jesus, Diário de Bitita, li um dos capítulos que falavam porque Bitita quando criança queria virar homem. Este texto é um misto de tristeza e alegria, sorriso amargo e lágrima doce, costumo sempre dizer, pois tem uma hora que ela fala do alimento, o sonho dela era comer pão com sardinha todos os dias, e ficamos comentando como o alimento na nossa infância, era inacessível, comer danones era visitar o céu estrelado, bolacha recheada era pra quem tinha madrinha com varinha e esses enredos alegre-triste da infância, que as coisas ganhavam mais proporções do que elas valiam de fato.
Prossegui nessa literatura que envolve o imaginário da menina, com a leitura do conto, o Enterro da Barata, da escritora Geni Guimarães (ela já participou da série Cadernos Negros, só não lembro as edições), neste texto a menina tem mania de imitar animais, ela não queria mais conversa com as pessoas, só falava o necessário. Numa tarde ela viu várias formigas, levando uma barata morto,imaginou ser uma falta de respeito não acompanhar o enterro e ficou até o finalzinho da tarde, a família estava desesperada e ela simplesmente falou que estava sendo solidária só isso. A família pensou que ela estivesse com um encosto, e a levou numa benzedeira que disse que ela estava sendo acompanha pelo Espírito de Zumbi. E foram vários rituais para que a menina fosse curada...e segue com mais elementos...
Ficamos conversando sobre a imaginação infantil.
A roda de conversa foi assim gostosa e aconchegante, não quero cansa-los com a minha felicidade, mas fica o convite para as próximas rodas, a primeira foi o Sacolinha e provavelmente a terceira será o Akins.
Aguardem. Agradeço ao Coletivo, fiquei muito contente de compartilhar palavras, carinho, bolachas e refrigerantes. Vida Longa para o Coletivo e suas atividades.
Abraços poéticos
Elizandra Souza, 18 de maio de 2009.
Confira mais fotos:
sábado, 16 de maio de 2009
Hoje Roda de Conversa sobre Literatura Feminina por Elizandra Souza, organizado pelo Coletivo Griot's
Carolina Maria de Jesus
Paulina Chiziane

Clarice Lispector
Roda de Literatura Feminina com a poetisa Elizandra Souza
Elizandra Souza nasceu na cidade de São Paulo, estudante do curso de jornalismo e redatora da Agenda Cultural da Periferia. É escritora, autora do livro “Punga” (poesias), co-autoria de Akins Kinte pela Edições Toró. Editora do Fanzine Mjiba (2001-2005). Poeta da Cooperifa desde 2004. Participou das antologias Cadernos Negros 29 e 30, Sarau Elo da Corrente, Negrafias e colaborou em outras publicações.
Contato: amandlamjiba@yahoo.com.br
Blog: http://www.mjiba.blogspot.com/
Data: 16/05
Horário: das 17h30 às 19h
Local: CIC - Encosta Norte:
R. Padre Virgílio Campello, 150
Encosta Norte - Itaim Paulista
Tel.: 11 2562.2440
Organização: Coletivo Griots
Blog: http://projetogriots.blogspot.com/
Telefone: 8034-4112 c/ Paula 8162-0683 c/ Ana
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Denúcia atrasada - Por: Elisangela Souza


Hoje pela manhã passou na TV sobre a Campanha de arrecadação de alimentos e roupas paras as vítimas das enchentes no nordeste e para confirmação (e não dá pra dizer espanto) foram arrecadados em torno de 150kg de alimentos, sem contar que a Defesa Civil ainda não se manifestou quanto o transporte do material arrecado.
Não faz muito tempo, aconteceu um desastre de proporção parecida em Santa Catarina e com a solidariedade do povo brasileiro, aconteceu muitas campanhas, tanto de arrecadação de alimnetos e roupas, como de arrecadação de dinheiro pra reconstruir os lugares atingidos. Tendo até pessoas dizendo que não tinha mais onde colar tanta coisa que estavam andando, chegando até a estragar os alimentos, por não dá conta da distribuição de tudo.
Teve uma propaganda em atletas dizia que Santa Catarina já deu tanto orgulho para o país e isso não podemos negar, estava na hora do Brasil retribuir em solidariedade.
De súbito, lembro-me que hoje diz-se o dia de denúncia contra o racismo, engraçado, não?
A poucos anos atrás no país de primeiro mundo também esqueceram Nova Orleans no sul dos Estados Unidos.
Nem preciso estender, mas completo minha indignação com uma música que fecha esse assunto.
Cidadão
Zé Geraldo
Composição: Lucio Barbosa
Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Assim, está feita a minha denúncia que infelizmente não é só hoje, é de ontem.
Um abraço,
Elis
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fundição - Elizandra Souza

Sou capaz de fundir-me...
juntar sua história com a minha,
correr nas suas estradas,
passear nos seus distantes campos,
desenhar-me nas suas tranças.
Sou capaz de fundir-me...
sem perder-se de mim mesma
e sem apagá-lo de si.
Girando como seu disco de vinil
quando toca uma canção.
Sou capaz de fundir-me...
sendo aquela mixagem
sua miragem da minha imagem
refletida no espelho da nossa Sintonia
sua música na junção da minha poesia.
Sou capaz de fundir-me...
nessa sua pele preta
reluzindo na luz do dia.
Suor deslizando no corpo
chuva que escorre na vidraça da janela.
Sou capaz de fundir-me,
mas você não quer me dá seu coração”
aguardo o retorno da nossa canção
como quem exaustivamente espera o entardecer
ou o encontro casual do sol e da lua ao anoitecer.
** Poema publicado na Antologia Negrafias, 2008.
terça-feira, 28 de abril de 2009
NOVA SEÇÃO DE CULINÁRIA NA AGENDA CULTURAL DA PERIFERIA

Este mês de maio na 23ªedição de dois anos da Agenda Cultural da Periferia, estamos com uma nova seção de Culinária e já está na rede a programação cultural de maio 2009. Segue algumas fotos do Waldo Lao e textos do coordenador editorial: Eleilson Leite.
CASA DO NORTE SABOEIRO
Sabores e saberes do Ceará
No sertão do Inhamuns no Ceará tem uma árvore que se chama Sabonete e dela se faz sabão. A Cidade de Saboeiro, um dos mais antigos municípios cearenses, leva este nome devido à abundância daquela planta em suas terras. Foi em meio a esses arbustos que cresceu Francisco Elisiário Paulino, o Sr. Paulino.
Ele chegou em São Paulo em 1967, tornou-se garçom e nunca mais largou a profissão seja como dono ou como empregado de bares e restaurantes. Em 1994 ele se juntou com Miguel Gomes, paulistano, ex-vendedor de calçados e assumiram a Casa do Norte Saboeiro a eles vendida por um conterrâneo. Miguel, além de sócio tornou-se genro.
A referência à terra natal se traduz no cardápio de comida típica servida no almoço de segunda a sábado: caldo de mocotó, mocofava, cabrito, baião de dois (sob encomenda), jabá, torresmo, feijão de corda, fava e os destaques: sarapatel e buchada (foto). A culinária segue o padrão da cozinha do interior cearense. Inclusive a buchada é servida embrulhada e costurada no próprio bucho do bode cmo manda a tradição. Preparada assim, essa iguaria torna-se uma raridade que vale à pena conferir.
O preço médio dos pratos típicos é de R$ 9,00, exceto a buchada R$ 15,00 (serve até 3 pessoas) e a famosa feijoada a R$ 11,00. Há também um cardápio trivial bom e barato. No Saboeiro, um Comercial custa R$ 4,50. Lá também se encontra a saudosa Tubaina muito consumida no local.
Casa do Norte Saboeiro – Rua João Carlos Fortim, 46, Jd. Tremembé, São Paulo, Zona Norte, Segunda a sexta das 11h as 20h, sábados até as 18h, 60 lugares Aceita tikets, cheques e VR. Não trabalha com cartões de crédito. (11) 2952-5412.
Acessem: www.agendadaperiferia.org.br
segunda-feira, 20 de abril de 2009
ORIKI PARA ELIZANDRA (MJIBA)
Rosa Zona Sul
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Graça - Ana Paula dos Santos Risos

terça-feira, 14 de abril de 2009
Um Dedinho de Amor - De Elisa Lucinda

Eu pequena, olhava aquela hereditariedade de desafeto, aqueles irmãos vindo antes de mim sem afago de mãe. Eu caçula, observava e pensava: qual será a escala para escalá-la? Nada. Era sempre uma mãe distante, mãe montanha, mãe gigante, mãe longe, não imbuída de nos amar, não incumbida dos mais naturais cuidados: merenda, beijo, histórias na hora de dormir, preocupações pentelhas – Não suba no muro, não caia daí!
Ai, era uma mãe extra mater. Parecia que estivéramos todos fora dela quando dentro. Até que um dia o irmão do meio adoeceu sinistramente na sexta e no domingo definitivamente nos deixou. Eu mal chorava. Tudo em mim eram olhos espantados de ver minha mãe assolada de uma ternura mórbida, porém ternuríssima, sobre o corpo: meu filho, meu amado, meu preferido, minha vida. Proferia ela amorosos impropérios destoantes do que eu entendia como real até então. Na dor da perda, minha mãe amava mais aquele filho do que a todos quando nasceram: filho meu, bendito filho meu, o que será de mim?
Compreendi que a culpa disparava nela um amor retroativo, forte, maravilhoso que, se não ressussitara meu irmão, tamanha sua força, em mim produzira uma extensa lavoura de esperança de afeto.
E fora assim desde então. Se algum adoecia, minha mãe fechava as portas dos jornais, da televisão, do marido, do mundo, pra ser só mãe daquele filho enfermo. Cabeceiras insones, histórias contadas até a febre se render, beijos longos que diziam: não me deixe amado, não me deixe.
E eu? Eu tinha era uma filha da puta de uma saúde que teimava em não me largar. Todo mundo lá em casa pegava gripe forte, porque ainda não existia dengue, pegava hepatite tipo analfabeta, porque ainda não havia classificação, caxumba, catapora e infecções sucessivas de garganta. E eu, boinha da silva! Me encostava em todos, me oferecia para cuidar; pequenina ainda, queria respirar o ar contaminado do sangue irmão. E nada. Ela mesmo dizia: essa não precisa de mim. E eu precisava.Então passei a perseguir acidentes naturais, árvores altas, bombas proibídas em São João, altas velocidades em carrinhos de rolimã, mãos perto demais das fogueiras, mas nenhum galho fraco era meu cúmplice, nenhuma bomba amiga minha, explodira, nenhuma ladeira era minha companheira, nenhuma chama minha irmã.
Um dia, tinha só cinco, fui na gráfica do meu pai. Pensei, vou machucar um pedacinho do meu dedo, vai doer, vai ter sangue, curativo, lágrimas de minha desejada mãe, alguma febre, choro meu, colo, colo, colo e, só depois, muito depois, conserto. Só que a máquina era lâmina e minha matemática, pouca. Calculei mal. Pus o mindinho na guilhotina e fechei os olhos pensando nos olhos de minha adorada mãe que eu ainda não havia experimentado acolhedores sobre mim. Eu era a última, a menorzinha, a despedida da prole, carregava a impressão de ter nascido e ouvido um adeus ao mesmo tempo. A máquina decepara meu dedo. Deixara apenas uma falange-cotoco primeira, uma base de dedo. Foi rápido. Sangue, muito mais sangue do que eu previa. Torpor. Meu pai desesperado trazido amparado pelos empregados eu não vi. Vi só minha mãe morrendo de dor pelo dedinho meu que perdi e que em mim não doía e nem fazia falta. - Minha filha, minha filhinha adorada, minha preferida, minha garotinha amada, mamãe tá aqui, tá doendo? Responde, tá doendo? E, eu mentindo: muito mamãe, muito. Mas, não doía nada. Se doía, o amor de minha mãe vindo assim em lufadas inéditas sobre mim que era um machucado só, estancava qualquer dor. Se confessasse, poderia perdê-la de novo. Então perdi um dedinho, um mísero dedinho pra ganhar uma mãe.
Fui crescendo feliz com mimo por aquela mãozinha manca. Na escola, no primeiro dia de aula, me divertia em enfiar essa falange vitoriosa no nariz para que a professora de estréia pensasse que havia todo o dedo dentro dele. Ela repreendia: o quê é isso Cristina? Tira o dedo do nariz! Que coisa feia, menina feia que você é. Vai se machucar assim. Então, eu tirava a falange mínima, quebrando a ilusão ótica no nariz da mestra. E ela: ô, desculpa querida, me perdoa, a titia não sabia...E olhava com olhos de se olhar com pena sobre os aleijados e muito arrependimento daquela gafe. Eu gostava da cena. Repeti isso por todo primeiro grau, a cada primeiro dia de aula. Era uma beleza.
Nunca mais perdi minha mãe. Nunca mais fiquei boa do dedo e nem ruim dele. Nunca quis ele de volta. Quem quis ele era a minha mãe. Por muito tempo, fiquei dando meus pedaços para ser amada. Agora não.Minha mãe ainda quer meu dedo de volta. Eu não quero mais nada. Tenho mãe. Dar um dedinho por uma mãe é muito pouco. Antes de mim, ela não tinha um dedinho de consideração por ninguém dos filhos. Agora tem.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Menina - Maria Tereza

sexta-feira, 10 de abril de 2009
Este conto do Rodrigo Ciriaco deveria se chamar " Um por amor, dois pelos livros", mas chama-se A QUEDA

Acho melhor a gente voltar quando não tiver ninguém. Vamo chegá, mete o pé na porta, solta os cara e sair.
http://www.edicoestoro.net
####Já falei para o Rodrigo que amei este conto, na verdade o livro inteiro, mas este em especial, não porque sou citada, mas pelo que ele representa, estamos sempre tendo que saquear bens culturais, quem ama muito precisa fazer sacrificios, lembro que uma vez queria dar de presente um livro, mas eu era novinha e não trabalha, ainda estava no ensino médio, tive que ficar quase uns dois meses sem lanche para comprar um livro do Malcolm. Faz parte...risos.
Meus leitores vão estranhar a publicação deste conto, pois me propus a publicar textos de mulheres, mas este é universal...risos..
Beijos, Rodrigo.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Que ansiedade, Dexter!!!
Foto: Marques RebeloQue ansiedade! Fiquei feliz de vê-lo de relance. Que sensação boa, vê-lo bem.Acredito que a melhor sensação é ver as pessoas que amamos e admiramos bem.
Queria ter me aproximado, mas como fã paralitica, me contento olhar de longe e ver que está bem.
Sábado, dia 11 de abril de 2009, o dia que a terra vai tremer e rap nacional esquentar....
Dexter..." A Fúria negra ressucita outra vez"
Axé, irmão.
Tamo juntos.
Recitais Edições Toró
http://www.edicoestoro.net/recitais/elizandra-souza.html
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Negro Tom - Luciana Dias

Bibliotecas, livrarias
Comissões, delegações
Teatros, Museus
Festivais, Universidades
Antigas salas de estar
Passo a catraca
E não sou mais invisível
Elemento suspeito
Fora de lugar
Você trabalha aqui?
Uniforme invisível?
Origem, marca, cor
Simples presença
Causa desconforto
Ameaça poderes
O que era velado aparece
Sinto na pele
A faço presente
Peles negras
Máscaras brancas
Já dizia Fanon
Aos poucos tomamos a casa grande
Aos poucos tomamos os lugares de poder
Aos poucos te ensino a me ver
Sem sua máscara, como sou
Imponho minha presença
Provoco discussão
Reivindico o que é meu de direito
Não passo em branco
Mudo o Tom
Do discurso
Dos bacharéis
Da literatura
Do cinema
Da Graduação
Tudo modificado
Com o negro tom
Entrevista no blog do Tubarão
Clique Aqui e navegue no blog que também é muito bom.
Abraços poeticos
Elizandra Souza
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Plano de vôo - Lúcia Helena
(quem ainda souber escrevê-las),
devem ir para Saturno. Lá, fazendo footing
nos anéis, finalmente, virarei estrela.
Quando eu morrer, os enlouquecidos e-mails
devem seguir para saturno.livre.lhc,
com site para todos os amigos e amantes...
Você duvida... Mas é assim que vai ser.
Quando eu morrer, todas saudades,
todas as queixas devem ser dirigidas a Saturno,
(E também a lembrança, se ainda restar de mim a tua.
E essa, eu terei, sim, muito prazer em recebê-la.)
Quando eu morrer, meu bem, vou morar em Saturno...
Dizem que lá, hoje, acharam até outra lua...
A passeio, nos anéis, pensarei em ti, ao vê-la.
E é de lá que vou te piscar o meu olhar de estrela.
por Lucia Helena Corrêa, São Paulo, março de 2009.
domingo, 29 de março de 2009
AMOR....PAULINA CHIZIANE

CHIZIANE, Paulina.Niketche: uma história de poligamia. Companhia das Letras, 2004.pág.13.
***Li Niketche não lembro o ano, mas foi por indicação do Allan da Rosa, ele me contou deste livro, quando se mudava do Crusp,eu sou muito curiosa sobre literatura de origem africana, este é de Moçambique e também tenho interesse por literatura escrita por mulheres negras, peguei emprestado do Centro Cultural Vergueiro, até hoje não consegui comprar o meu exemplar. Mas este livro, me trouxe várias reflexões sobre o Amor, relacionamento, poligamia, liberdade individual, a mulher e suas diversas versões e refrões...Não vou contar uma sinopse, mas é bom saber um pouquinho até para ser uma indicação de leitura...leia aqui
quinta-feira, 26 de março de 2009
Mulheres Graffiteiras na Exposição " 27 de Março Dia do Graffiti na Ação Educativa"
Técnica Mista.
A Ação Educativa promove uma exposição comemorativa desde 2004, quando foi instituido que o dia 27 de março era Dia do Graffiti, por decreto de lei, na Cidade de São Paulo.
Nesta edição quero destacar a presença das mulheres que merecem nossas palmas e nosso respeito, para conferir e apreciar a exposição, são elas:
Ziza, intitulada Eu, 2009 - São Paulo/ SP. 
Lidia, intitulada: Solidão, 2009 - Porto Alegre/ RS
Lápis aquarela sem papel.
Katia, sem título, 2009 - Salvador/ BA.
Técnica mista s/ tela.
Quanto: Entrada franca
Quantas Tantas... Mel Adún
Quantos euteamos você já disse por aí?
Quantas mulheres sorriram
Ao ver seus olhos brilharem de amor por elas?
Quantas foram elas?
Quantas choraram baixinho
Com a chegada do novo amor
E deixaram de fazer pedidos a seu favor?
Quantas invadiram seus sonhos?
Quantas tantas...
Quantas putas?
Quantas santas?
Quantas tontas?
Quantas?
Mais de mil beijaram a sua boca?
Mais de cem se fizeram de louca?
Mais de dez juraram amor eterno
E construíram castelos
E com você foram morar?
Com quantas tantas você sonhou um lar?
Quantas mulheres carregaram o seu filho?
Quantas mulheres gozaram com a sua língua
Entre as suas pernas
Numa noite qualquer?
Quantos beijos formam uma paixão?
Quantos não?
Quantas tantas foram nada
Ou algo muito pequeno
Tão sereno que não virou poesia?
Quantas delas foram sina?
Quantas mulheres foram pecados
Ou pecaram ao te amar,
Assim, de graça, com graça
Ou não?
Quantas?
Com quantas você pretende envelhecer,
Trocar carinho até morrer,
Sentado numa cadeira de balanço?
Quantas mulheres te tiraram do sério?
Quantas inspiraram livros
Ou fizeram feitiço?
Ou mesmo o jogo do contente?
Quantas delas eram sementes
Que poderiam germinar e florescer?
Quantas mulheres te mataram e
Quantas tantas lhe fizeram morrer?
Quantas?
Tantas?
Publicado em Cadernos Negros 29 - Quilombhoje, 2007.
sábado, 21 de março de 2009
10º Ilú na Mesa - Saúde da Mulher Negra

A Jurema optou pela parte prática relacionada com a Mamografia que é a sua área de atuação, fazendo um breve relato do corpo feminino, suas transformações nas diversas fases da vida de uma mulher. Expôs sobre sua inquietação em relação a ausência das mulheres negras em exames preventivos.
O Ilú Oba de Min tem uma atuação voltada para a conscientização e intercâmbio cultural. Conheça um pouco mais no site:
http://www.iluobademin.com.br/
terça-feira, 17 de março de 2009
Mulheres da Cooperifa
Foi uma noite linda, poética, no qual as mulheres declamaram seus versos, sorrisos, tristezas, desafios, anseios....e o que mais é possivel expressar dentro das linhas de uma estrofe ou o que deixa sub-entendido nas entrelinhas...
Lú Souza aprendendo e ensinando como dizer palavras belas......
De Lourdes, apresentando poesias de sua autoria...
